A partir de uma conceitualização socioantropológica do pertencimento que enfatiza seu caráter relacional, processual e subjetivo, é analisada a construção de pertencimento juvenil e os dilemas que isto implica em três espaços localizados em contextos de desvantagem: a escola, o bairro e a comunidade. Nos dois primeiros casos nos referimos a jovens dos setores populares urbanos, no terceiro a jovens indígenas. Aqui são exploradas suas lutas cotidianas, as contradições e as tensões sociais e subjetivas que enfrentam para construir pertencimento em condições material e socialmente desfavoráveis. A informação empírica vem de pesquisas qualitativas realizadas pelos próprios autores no México. As formas e dilemas do pertencimento para os jovens em desvantagem são evidenciadas e as conclusões mostram o caráter contraditório, mutável e disputado que o pertencimento assume nestes cenários. Em termos teóricos, a análise contribui para a necessidade de conceitualizar o pertencimento na juventude como uma prática situada e variável, dependendo dos contextos e dos atores envolvidos.
María Cristina Bayón, Universidad Nacional Autónoma de México
Investigadora Titular del Instituto de Investigaciones Sociales, Universidad Nacional Autónoma de México (IIS-UNAM).
Gonzalo Saraví, Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS)
Profesor-Investigador Titular del Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social (CIESAS), México.
Como Citar
Bayón, M. C., & Saraví, G. (2022). Espaços de pertencimento juvenil em contextos de desvantagem:tensões e disputas. Última Década, 30(59), pp. 43–74. Recuperado de https://ultimadecada.uchile.cl/index.php/UD/article/view/68635
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